Boa tarde coisas lindas da blogosfera que a Sereia ama, ama de paixão... Poucos, mas bons *risos* - Os dias vão passando, coisas acontecendo, sejam boas ou não, o importante é lembrar que a vida não para e o mundo não vai parar jamais de girar mesmo que você fique parado.... Então adelante, porque a caravana passa e a Sereia nada *gargalhadas*, lembrando sempre que sorrir em efetivo é e sempre será o melhor remédio, mesmo que um cristal de lágrima teime em querer rolar em sua face. E mudando de assunto - Vamos que vamos continuar poetizando minha gente e gentas? Sim, basta clicar aqui no Ostra da Poesia e participar da votação que lá está ocorrendo por conta do 10º Pena de Ouro e, estamos na Semifinal, puro frisson, você vai ficar fora dessa? - Recadinhos dados, como sempre encerro com uma reflexão sereidiana *risos*:
Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
A janela aparentemente dava
para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças
iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados
caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de
bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno
dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o
sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma
criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus
vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir
que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora…
Então, em uma bela tarde,
ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria
ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter
essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais
queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava
para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos
procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem
se mover… mesmo quando o som de respiração parou.
De manhã, a enfermeira
encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama
perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e
fizeram com que se sentisse bastante confortável.
No minuto em que saíram, ele
apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para
fora da janela. Viu apenas um muro…
“A vida é, sempre foi e sempre
será,
aquilo que nós a tornamos.”
E assim é a vida meus Ilheiros.


















